terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Noite Feliz

Somewere in my memory
a mais bela noite de natal, bolas coloridas e flocos de algodão, a primeira arvore de natal!
A menina se encantava com tanta beleza.
 O presépio azul de papelão, belamente feito pelas mãos de fada da minha mãe, toda a história ia sendo narrada à medida que ela ia colocando cada personagem, o menino Jesus na manjedoura,  e seus animais, os três reis magos, a luminosa estrela que os guiava e os misteriosos presentes, ouro, incenso e mirra...

Quisera tocar por um instante aqueles momentos, ouvir outra vez a voz da minha mãe cantando a doce canção de natal.. Noite feliz...  Aquela noite perdida no tempo, ainda continua a ter estrelas,  continua a ser a Noite feliz em minha memória e em meu coração...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Infinito

Imagem Google -Rouxinol
Há em mim uma sede de infinitos...
Há o germe do pólen das flores
Há grãos de areia
Há sopro dos ventos
Há dureza das pedras
Há raios de sol e o dolente canto do rouxinol...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Jasmim

Imagem do Google

Porque essa estranha saudade 
Essa dor sem fim...
Se Lá fora há um inebriante cheiro de jasmim
Sonhar é o que cabe em mim



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Universo

Imagem do google

A vida é clorofila e raios de sol
O universo inteiro no arco-íris das bolhas de sabão...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

domingo, 6 de outubro de 2013

A casa e a solidão

Summertime - Edward Hopper
A casa era simples, assim como nossas vidas
O chão era de cimento batido, as paredes de cal.
O perfume da natureza agreste tomava todos os espaços.
Eram as pequeninas flores silvestres.
Havia uma claridade, uma pureza no ar.
Meio dia, estranho silêncio,
o canto distante do pássaro ferreiro marcava o tempo.
As noites eram frias e iluminadas de vaga-lumes.
Depois na cama,novo silêncio, só quebrado pelo canto dos grilos que faziam coro com o triste apito, do solitário guarda- noturno.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Estrela Polar

O caminho e´solitário , meus pés estão cansados 
 Minhas mãos estão vazias...
Não olho para trás
Sigo a estrela polar para não me perder

                                                           

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Melancolia

Imagem do google

Há silêncio
 A rua está vazia e cinza
Um fio de chuva cai do telhado
Formam pequenos sulcos que acariciam a terra
Há uma estranha melancolia na natureza
Assim como há tristeza em meu coração


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Damasco




Cândido Portinari

Damasco... Damasco..
Era uma seda vermelha de veludo
Os olhinhos da menina, encheram-se de espanto!
De que reino ou conto de fadas existia algo assim, tão belo! Tão precioso! Tão raro! Seria  do reino da pérsia?
Ou teria vindo do“ caminhos das Índias?”
O mundo já não era cinza e pálido...
O mundo era... Vermelho damasco!
Nunca! Nunca toda em sua vida, ela iria esquecer, as cortinas vermelhas de veludo damasco que sua mãe fez!
As cortinas de damasco, coloriram as janelas da sua casa naquelas manhãs de sol, suas sombras dançantes deslizavam nas paredes formando belos reflexos vermelhos, encantado para sempre sua alma de luz e magia, naqueles dias de sonhos, da doce e distante  infância...
Nunca mais em toda sua vida, ela iria esquecer.
As cortinas vermelhas de veludo damasco... 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Quem poderá dizer daqueles dias...

Festa de São João com Guirlanda - Anita Malfati

Quem poderá dizer daqueles dias...
 Dos festejos juninos,do
 rodopio e  os passos marcados da quadrilha
Quem poderá dizer daqueles dias...
Dos olhares e o toque das mãos  á entorpecer nossos sentidos
Quem poderá dizer daqueles dias...
  Do inebriante som da sanfona e o batuque do tambor a confundir-se com o pulsar dos nossos corações
Quem poderá dizer daqueles dias...
Da fogueira que aquecia a noite fria e o colorido balão, subindo, subindo... até  perde-se na imensidão das estrelas.
Quem poderá dizer daqueles dias...
Da música mais bela que ficou gravada pra sempre em nossos corações... ”Olha pro céu meu amor , veja como ele está lindo...”
Quem poderá dizer daqueles dias...




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Outono

Conto meus dias pelas estações que passam
E quando o sol de outono deita seus raios dourados e o véu negro da noite cai, fios invisíveis tecem lembranças desbotadas pelo tempo...
Fecho os olhos, sinto o perfume do jasmim entorpecer meus sentidos e me perco nos ecos 
do passado...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O amor


 


O dia vem chegando devagar  
O sol desponta lá no céu
Caminho de ouro, luz de mel
Um rastro claro de poder
O mar o azul do céu
Navego para te encontrar
Respiro fundo em te querer
Espelho imagem de você
Senti tua luz em mim
O amor
O amor enfim...




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dia de feira em Pocinhos



Dia de feira, badaladas do sino da matriz, frenesi na praça
barracas, bode, cabras, galinhas
Caminhão, pau- de- arara, burrinhos de cangalha, fardos de agave, bicicletas, difusora, caixeiros- viajantes, camelôs, tropel de animais, estalido do chicote, cantadores, emboladores de coco, matutos, beradeiros, candangos de motor de agave. Os homens se reuniam em rodas, empestavam o ar fumando seus cachimbos e cigarros pé de burro, com trejeitos simples, cuspiam de lado, falavam alto, pru mode, pru via, em riba, ontonce, vosmicê, fulô, dixe, sumana, bulir.
A praça fervia... Sinfonia de sons e aromas, caleidoscópio de cores que hipnotizavam matutos e beradeiros, aqui e ali, o preto do luto.
Óleo de coco, leite- de-rosas, brilhantina
fazenda de chita para o mais florido vestido

Naquele dia especial, tudo era arranjado e sacramentado com a missa; batizados, casamentos, namoro, noivado e até extrema unção. Dia de encontrar as comadres, amigos e parentes, namorar moça bonita de saia rodada, sobrinha colorida, batom vermelho, rougue nas faces e pó de arroz

Mas a menina se encantava, só tinha olhos para aquela humilde mulher franzina sentada no chão, com pequenos retalhos coloridos ela tecia  e logo de suas mãos mágicas surgia, a mais linda e singela boneca de pano.

sábado, 13 de abril de 2013

O vento



O vento que sopra atrás de mim
Carrega vozes e lembranças, move-se no ar, acima e abaixo na terra,levando folhas mortas para outro continente...
Às vezes, ó brisa mansa e doce das montanhas
Acaricia a pele, trás alento à vida...
Guardo folhas e flores em livros antigos
 para  recordar  do vento e  da primavera.

domingo, 10 de março de 2013

De mãos dadas


De  Chirico


Somos nossa própria morte

Vida e morte caminham de mãos dadas

Uma vez vida

Outra vez morte

Até unirem-se num fio continuo de luz

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Relógio



Edward Hopper
Edward Hopper

Há um silêncio esconso,uma réstia de sol escorre  nas paredes mudas de tão antigas. 

A tarde se vai ao jogo de luz e sombra.O velho relógio na parede, parece olhar para mim e a zombar de todas as vidas que por ali passaram naquele casarão, outrora, tão cheio de sonhos, segredos, paixões e lagrimas... Agora só as lembranças daqueles que de  alguma forma misteriosa, imprimiram suas imagens nas paredes e moveis, ele (o relógio) testemunha de tantas vidas , como servo leal ao senhor do tempo,  continua lá em sua jornada, marcando o compasso da vida em tristes badaladas,  a acordar em meu corpo, memórias enraizadas que rasgam o tempo.